Pausas ativas durante o dia de trabalho: ideias práticas
A maior parte de nós passa horas seguidas em frente a um ecrã. Pequenas pausas curtas, bem distribuídas, fazem mais diferença ao longo da semana do que um único intervalo longo a meio do dia.
A ideia de "pausa ativa" não é nova nem complicada. É apenas isto: a cada 60 a 90 minutos, levantar-se da cadeira e fazer alguma coisa diferente durante dois ou três minutos. Não tem de ser exigente. Na verdade, é melhor que não seja.
Por que distribuir, em vez de concentrar
Quando o dia tem apenas um intervalo grande — a hora de almoço, por exemplo — o corpo passa três ou quatro horas seguidas na mesma posição antes e depois. Distribuir várias pausas curtas pela manhã e pela tarde reparte essa carga.
A maior vantagem não está no corpo. Está na atenção: voltar à secretária depois de uma pausa curta costuma ser mais produtivo do que continuar a forçar uma tarefa que já não está a render.
Ideias para os dois ou três minutos
Algumas sugestões testadas pela redação ao longo dos últimos meses:
- Ir buscar água a um piso diferente do edifício, em vez de à máquina mais próxima;
- Levantar-se durante chamadas de voz e dar a volta à secretária ou ao escritório;
- Olhar pela janela durante 20 segundos para algo distante, várias vezes ao longo do dia;
- Subir e descer um lance de escadas, devagar;
- Rodar suavemente os ombros e o pescoço antes de retomar a próxima tarefa.
O lembrete tem de ser exterior
Ninguém se lembra de fazer pausas de forma natural quando está concentrado. O segredo é deixar a memória nas mãos de outra coisa: um temporizador no telemóvel, um alarme silencioso no relógio, ou simplesmente associar a pausa a um momento já fixo do dia — por exemplo, depois de cada chamada longa.
Aplicações como a Pomodoro costumam funcionar bem nas primeiras semanas. Depois, o hábito tende a estabilizar-se sem ferramenta nenhuma.
Não tem de ser visível para os colegas
Uma das resistências mais comuns é a ideia de que as pausas são "vistas" pelos colegas. Na prática, uma pausa de dois minutos para ir buscar água ou esticar os braços junto à janela passa despercebida. E quando passa a fazer parte do dia, ninguém repara — exceto a pessoa que beneficia dela.
O dia inteiro, não apenas alguns dias
Tal como a rotina matinal, este hábito ganha valor quando se repete. Distribuir três a cinco pausas curtas pelo dia, todos os dias úteis, vale mais do que um dia inteiro de intervalos seguido de uma semana inteira sem nada.
Para questões específicas sobre o seu posto de trabalho, fale com um profissional qualificado da sua área.